Sofia Pidwell

Sofia Pidwell vive e trabalha em Lisboa.
A pintura de Sofia Pidwell situa-se numa zona de confluência entre o intencional e o imponderável.
A malha intrincada do desenho sugere cartografias que nos direccionam para a lógica interna da própria composição.
Ao impacto afirmativo da mancha, com fortes contrastes de claro-escuro, sobrepõe-se a subtileza da linha, num desenhar compulsivo que ora se aglomera, ora se expande, criando uma ambiguidade visual entre positivo e negativo, entre distância e proximidade, que permite ao nosso olhar transitar livremente entre a micro ou a macro-estrutura. As malhas ou teias criadas pela sobreposição e justaposição de traços, tanto podem remeter para o infinitamente grande como para o infinitamente pequeno, consoante a escala que lhes queiramos atribuir.
O monocromatismo enfatiza ainda a subtileza do registo. O branco no preto, o preto no branco, resultam numa infinidade de nuances de cinzento que criam na bidimensionalidade das superfícies, reentrâncias e saliências.
O movimento do desenho, a linha que perpétuamente se enrola e desenrola sobre si própria, contém um mundo de possibilidades.